Resenha #370 - Cinder (Crônicas Lunares Vol 1)!





Título: Cinder
Coleção: Crônicas Lunares Vol 1
Autora: Marisa Meyer
Editora: Rocco
Ano: 2013
Especificações: Brochura | 448 páginas
ISBN: 13: 9788579801525
 Sinopse
Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica. Primeiro volume da série Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.
Cortesia Editora Rocco 

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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Envolvente, diferente e muito surpreendente, 'Cinder' foi sem dúvidas uma leitura que me pegou desprevenido, envolveu e não quis mais me largar. A escrita de Marisa Meyer tem uma leveza gostosa, instigante, que faz o leitor acelerar a leitura e ao final pedir bis. Como não amar esses personagens? Eis a questão!

Cinder é uma garota normal, ou pelo menos metade dela é. Ela gostaria de ser mais normal, ter preocupações banais e encontrar o seu felizes para sempre, mas na realidade que vive, sofrendo com trabalhos e mais trabalho; maltratada pela madrasta, e vítima das circunstâncias por não ser totalmente humana, mas sim meio robô (uma ciborgue), fica difícil manter esses desejos tão comuns. Seria ela capaz de encontrar a felicidade?

Quando uma das filhas de Adri, sua madrasta, é contaminada pela doença que vem matando pessoas e mais pessoas, Cinder descobre que é imune ao vírus, mas antes disso, Adri a vende como desculpa para salvar a filha. Agora, a ciborgue precisa correr contra o tempo para salvar sua irmã, enquanto tenta esconder de todos no palácio, seus circuítos, temendo que o idolatrado príncipe não demonstre atenção a ela.


A primeira vista a história de 'Cinder' parece o mesmo clichê de sempre, mas não se deixe enganar pela sinopse simplista. O enredo de Meyer é muito mais envolvente e profundo. Sua trama ao começo apresenta uma linha que vai se rompendo em diversos outros temas, tornando-se mais densa a cada página. Narrado em terceira pessoa, acompanhamos a narrativa pelos olhos de Cinder e do príncipe Kai, conforme o universo vai sendo construído e os personagens apresentados. E convenhamos, a autora é até ousada, quando reconstrói exatamente tudo que o conto de fada já havia mostrado. Sua ideia é diferente, envolvente, e eu pessoalmente, comprei. Meyer mistura um universo meio mediável e ciberpunk, criando esse meio termo entre objetos antiquados e altamente tecnológicos. Apesar de se tratar de uma obra que via construir toda uma mitologia, esse primeiro volume das 'Crônicas Lunares' não é cansativo e menos ainda chato. Seu ritmo é leve, gostoso e pode-se ler boa parte a história em uma sentada.

Importante frisar que Cinder não é a única personagem que atrai e ganha o leitor. Todos eles são envolventes ou atiçam sua curiosidade, desde o mais bonzinho, ao mais malvado. Para esse primeiro momento, com certeza palmas para a secundária Iko, que arranca risadas, torna a leitura mais emotiva e irônica, tendo todo um ar ácido pela narrativa. Ao mesmo tempo temos uma quebra feita com Levana, uma antagonista que já mostra muito de si logo nesse primeiro volume, enredando o leitor em sua trama cheia de agressões morais e arrebatadoras. 

É impossível não querer saber mais sobre a mitologia. Meyer foi esperta para fazer você querer continuar lendo, colocando o romance como foco secundário e dando espaço para que seus personagens tenham liberdade de crescer. E a única falha que o romance tem pra mim é a pouca ação. Apesar de não se tornar cansativo, em certo momento o leitor espera que a trama torna-se mais ativa, o que realmente não acontece. Esse ápice ou grande clímax só vai se desenrolar já nas páginas finais, quando uma imensa parte do mistério e revelado e novas questões são levantadas. E isso não afeta a leitura, mas torna a situação mais lenta, de forma que certas instantes tornam-se repetitivos ou parecem enrolar para não acabar.

Se não se apaixonar pelos personagens, então pelo mundo fascinante elaborado pela autora. Com certeza eu gostaria de conhecer mais e não largar. 'Cinder' foi uma leitura gostosa e leve que recomendo para todos, desde o amantes de distopia ou fantasia, aos apreciadores de um bom reconto. 


Marissa vive em Tacoma, Washington, com o seu noivo e dois gatos. Além de uma leve obsessão por livros e escrever, é uma grande degustadora de vinhos e caçadora de antiguidades. CINDER, seu romance de estréia, é uma nova visão futurística da Cinderela em que Cinder é uma cyborgue mecânica.



Um comentário

  1. Confesso que não me interesso por releituras de contos de fadas, mas Cinder tem chamado a minha atenção há um bom tempo com todas as resenhas positivas. De todas, é a que possui a premissa mais diferente, o que foi uma jogada arriscada da autora e que acabou dando super certo. Adorei a sua resenha e quero muito ler o livro!

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/

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