Resenha #374 - Espada de Vidro (Rainha Vermelha Vol 2)!





Título: Espada de Vidro
Coleção: A Rainha Vermelha
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte 
Ano: 2016
Especificações: Brochura | 496 páginas
ISBN: 13: 9788565765947
 Sinopse
Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.
O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

**********************************************************************
AVALIAÇÃO PESSOAL
**********************************************************************





Victoria Aveyard prepara o terreno para mais um desfecho devastador. 'Espada de Vidro', a mim, não foi tão bom quanto o primeiro volume, mas teve seus momentos, trazendo cenas de ação legais e traições fatais que vão pouco a pouco fazendo com o que o leitor duvide de tudo que esta lendo.

Mare Barrow escapou da morte, mas a morte insisti em lhe perseguir. Fugindo junto com Cal e um grupo de rebeldes, a menina busca a todo custo concluir a última missão que Julian deu a ela: localizar os outros que são vermelhos, mas possuem habilidades prateadas. Mas para realizar tal feito ela precisará de novas alianças; alianças essas que ela parece não confiar. Depois de tudo que aconteceu, seria ela capaz de sentir segurança novamente? Enquanto isso o rei prossegue em sua perseguição, ansiando colocar suas mãos sob ela. Mare mal sabe as artimanhas que seu carrasco está preparando para lhe trancafiar.

Aveyard é uma excelente autora quando o quesito é intriga e traição. A pegada de 'Espada de Vidro' é muito mais cruel e pesada do que a de 'Rainha Vermelha', e embora evidencie-se uma oscilação no ritmo da narrativa, de forma que algumas partes o livro não fluam com tanta facilidade, ainda sim é possivel se envolver entre as inseguranças que cercam a protagonista, e esperar sempre o pior dos outros personagens.

Acho que deveria me acostumar a ficar sozinho também. Não no mundo, mas aqui, dentro, no coração.

Narrado em terceira pessoa, vamos acompanhar Mare exatamente de onde o primeiro livro terminou e isso foi algo que realmente gostei de ler. O leitor já começa a obra mergulhado em ação e lutas impressíveis, já tentando se preparar para muitas mortes (e elas realmente acontece). Aveyard trabalhou nesse segundo volume os laços de intriga em espaços mais pessoais. Enquanto que no primeiro livro vemos uma verdadeira guerra de sangues (prateados contra vermelhos), aqui vemos uma briga mais íntima, onde todos podem trair todos (vermelhos contra vermelhos contra prateados).

Outro importante quesito trabalhado é a protagonista. 'Espada de Vidro' tem da metade do livro ao final, algumas páginas que constroem mais de Mare, ou mostram sua transição para uma nova pessoa. Nesse livro ela não só tomará decisões diferentes, como também terá que lidar com as consequências. São páginas e mais páginas aprofundando no relacionamento da personagem com seus familiares e amigos, enquanto que ao fundo, vemos todo o medo que ela possui de ser traída novamente pelos que ama. De certa forma, o livro tem até uma pegada meio thriller psicológico, já que a presença do antagonista parece mais uma sombra, uma memória, que vai aos pouco atormentando Mare mais e mais.

Cal também foi melhor mostrado nesse livro, e suas motivações parecem ainda firmes as do primeiro volume, embora tenhamos uma interação maior entre ele e Mare. A autora abre espaço para um provável envolvimento romântico, embora, claramente, esse não seja o foco do romance em momento algum. Mais violento, cruel, percebemos que a batalha de Cal não contra o rei, mas contra seus ideais, seu povo, suas crenças, enquanto ele vai desconstruindo e refazendo-se em outra imagem também.

Pra mim, quem rouba a cena no livro é Shade e Farley. Ambos personagens são impressíveis e misteriosos e o leitor vai conhecendo eles conforme as páginas vão se passando, revelando mais sobre seu passado ou suas verdadeiras motivações.

'Rainha Vermelha' ainda mantém o posto de melhor devido as cenas de batalha que são sufocantes, mas 'Espada de Vidro' tem seus méritos. Mesmo esperando mais dessa continuação, não a achei decepcionante ou ruim, mas caiu nas mesmice em determinados pontos da leitura. Como mencionado, a ideia de Aveyard foi realmente mostrar mais de sua personagem e quão fundo ela pode chegar para realizar seus objetivos. Para uma distopia que junta diversos elementos já trabalhados em outras sagas, essa tem suas peculiaridades e tenta explorar elas a maior parte do tempo, descrevendo mortes cruéis, impactantes e emotivas, que vão acontecendo repentinamente sem o leitor esperar. Enfatiza-se aqui o choque momentâneo no leitor e a perda da reação, e nesse quesito, Victoria sabe exatamente que meios utilizar.


Cresceu em Massachusetts e frequentou a Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles. Formou-se como roteirista e tenta combinar seu amor por história, explosões e heroínas fortes na sua escrita. Seus hobbies incluem a tarefa impossível de prever o que vai acontecer em As Crônicas de Gelo e Fogo, viajar e assistir a Netflix.



Nenhum comentário

Postar um comentário

Expresse-se