Cinema #31 - A Cabana!






Título: A Cabana
Gênero: Drama
Direção: Stuar Hazeldine
Elenco: Amélie Eve, Aviv Alush, Carolyn Adair, Carson Reaume, Chris Britton, Derek Hamilton, Emily Holmes, Gage Munroe, Graham Greene, Jordyn Ashley Olson, Kathryn Kirkpatrick, Lane Edwards, Megan Charpentier, Nels Lennarson, Octavia Spencer, P.E. Ingraham, Radha Mitchell, Ryan Robbins, Sam Worthington, Sumire Matsubara
Roteiro: John Fusco, William Paul Young
Produção: Brad Cummings, Gil Netter
Duração: 132 min.
Estúdio: Summit Entertainment / Zucker/Netter Productions
 Sinopse
Um homem sofre com a perda da filha, assassinada e violentada em uma distante cabana, e deseja justiça. Anos depois, ele recebe sinais divinos que o guiam para esse mesmo local e sua vida muda completamente. Baseado no best-seller homônimo de William P. Young.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Uma trama singela, espiritual e que foca em questionar diversos ensinamentos da religião em si. 'A Cabana' é uma adaptação linda, cheia de mensagens fortes e um enredo pesado, que trata sempre com muita verdade e cuidado, dos mais devastadores assuntos. Eu me vi imerso nesse filme do começo ao fim, não só pelo seu drama, como também pela resolução de tudo.


A filha de Macky (Sam Worthington) é sequestrada durante um passeio e acaba sendo encontrado apenas rastros da brutalidade que ela sofreu, em uma cabana em meio as montanhas. Meses depois, Macky devastado pela perda, acaba recebendo uma carta pedindo que ele vá a essa cabana, assinada supostamente por Deus (Octavia Spencer). Buscando respostas e o corpo da filha nunca encontrado, Macky vai até lá e acaba vivendo uma experiência que vai lhe mudar para sempre.

Sob direção de Hazeldine, o filme pra mim, ficou realmente brilhante. Tendo as pitadas certas entre drama, mistério e um pouquinho de comédia, 'A Cabana' teve um efeito poderoso em mim, não só nas frases fortes como também na maneira como tudo ficou muito bem trabalhado nas telonas. Tendo lido a obra há um tempo atrás, gostei tanto do livro que ainda memorava boa parte dos acontecimentos e queria vê isso adaptado. E EU REALMENTE VI. Não só em efeitos agradáveis, como também traziam a mesma emoção que senti durante a leitura.

O interessante do filme é que apesar de abordar Deus e fé, ele não se prende a uma religião, mas fala da espiritualidade que acontece de uma pessoa para a outra; sobre conversar com a sua própria religião, seja qual for a sua, e isso me agrada, porque Deus não fica preso em uma igreja, e sim a sua fé interior. É como se ele realmente pudesse ser alcançado por qualquer pessoa. A mensagem em si, pra mim, foi bem desenvolvida e mostrada.


No nível interpretação, com certeza Octavia Spencer rouba a cena completamente. Empenhada em seu papel de Deus, ela é espontânea, engraçada e muito filosófica, trazendo um ar que mostra seriedade ao longo, e ao mesmo tempo, aliviando a tensão com piadas sutis. Sou realmente apaixonado pelas interpretações dessa moça. Ela sempre me conquista, por mais secundário que seja seu personagem. 

O mesmo posso dizer de Sumire Matsubara que também me tirou o fôlego em diversos momento. Assumindo o papel de Espírito Santo, ela foi digna de muita sabedoria e me convenceu desde o primeiro olhar com sua expressão sempre acolhedora, mas também observadora. A química entre o trio que Macky encontra na cabana é visível, mas eu diria que novamente, esse filme é das mulheres. São elas o principal atrativo na interpretação, tanta as mais destacadas, como as mais secundários, no caso de Radha Mitchell, que interpreta Nam, a mulher de Macky; ou Megan Charpentier, que atua como Kate, a filha mais velha. A todo instante a carga emotiva do filme fica sob as meninas e elas demonstram bem cada sentimento, vivenciando isso evidentemente em suas próprias expressões.


No mais, 'A Cabana' pra mim, é um filme espiritual e muito marcante que me fez refletir sobre minhas escolhas pessoas, como o papel de Deus em minha vida. Algumas cenas são muito fortes e trazem sempre uma dualidade de como se portar frente a sua fé. Como dito acima, gosto especialmente desse modo que o roteiro mostra a conversa com Deus fora de religiões, e embora na trama do longa a família de Macky esteja envolvida com uma, ele em especifico não, e isso é interessante. 

Trazendo diálogos marcantes e cenas lindas, com fotografias e cenário mais lindos ainda, esse é um filme dramático e bonito, com uma mensagem totalmente voltada para o individuo só, discutindo com muita poesia sobre perda, aceitação, perdão, fé, Deus, religião e família.


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