09 novembro 2017

Resenha #167 - Lembra Aquela Vez!






Título: Lembra Aquela Vez
Autor: Adam Silvera
Editora: Rocco
Ano: 2017
Especificações: Brochura |336 páginas
ISBN: 13: 9788579802805
 Sinopse
Finalista na categoria romance juvenil do Prêmio Lambda, o mais tradicional do segmento de literatura LGBT do mundo, e celebrado por veículos como The New York Times (“lindo romance de estreia”) e Chicago Tribune (“comovente”), entre outros, Lembra aquela vez conta a história de um garoto do Bronx (re)descobrindo sua sexualidade. 
Aos 16 anos, Aaron carrega no pulso uma cicatriz que registra a dor pelo suicídio do pai, mas, com o apoio da mãe e da namorada, Genevieve, está determinado a seguir em frente. Quando a garota viaja para um acampamento, porém, Aaron se aproxima de Thomas, e acaba encontrando nele mais do que um melhor amigo. Confuso, Aaron considera recorrer ao LETEO, um instituto que realiza procedimentos científicos para apagar memórias indesejáveis, na tentativa de esquecer lembranças ruins e, principalmente, quem ele é. Mas será possível encontrar a felicidade fugindo de si mesmo? Com uma narrativa pungente e sincera, Adam Silvera fala sobre bullying, homofobia, medo, incertezas, ética, amizade, amor, aceitação e a procura pela felicidade.
Cortesia Grupo Editorial Rocco (Selo Rocco Jovens Leitores)


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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'Lembra Aquela Vez' é um daqueles livros que você começa a ler, mas não espera que tenha um final tão tenso. Ao menos essa foi a minha experiência enquanto lia. Estava tudo relativamente calmo até que fui soterrado por um plot twist que muda o rumo da leitura de forma inesperada. Por se tratar de um livro de estreia, achei incrível a naturalidade com a qual Adam Silvera escreve a sua narrativa que tem uma fluidez simples fazendo com que talvez você consiga ler numa sentada.

16 anos é quase uma eternidade para Aaron que carrega o peso de inúmeras culpas por eventos que nem ele conseguiu controlar. Tendo que lidar com o suicídio do pai, contando apenas com o apoio da mãe e da namorada, ele segue em frente tentando sobreviver a cada dia. Mas quando Genevieve, sua namorada, precisa viaja, Aaron acaba se aproximando de Thomas, e descobre nele não só um bom amigo, mas algo mais começa a nascer. Intrigado e desejando esquecer tudo, ele acaba se submetendo em um teste que promete apagar todas as suas memorias indesejáveis. Seria mesmo possivel que algo assim viesse existir? Qual o preço da felicidade?


Senti-me particularmente representando pela história de Aaron Soto, não em toda sua complexidade, claro, mas em alguns momentos chaves de sua vida. Por se tratar de uma história que conta a descoberta da sexualidade de Aaron, creio que muitos LGBTs acabam se identificando com o personagem em algum momento ou em algum grau.

Silvera trata com maestria os temas presentes na narrativa como bullying, suicídio e homofobia, sendo os dois últimos o que mais chamaram a minha atenção pela forma como foram retratados, mostrando o quanto isso pode mexer com o nosso psicológico de forma devastadora, porém instrutiva, mostrando como podemos superar isso e buscar nossa felicidade.

A maioria dos livros de temática LGBT que li, o protagonista tem um final um tanto negativo, e de certa forma acho isso um pouco triste, entretanto, é o que dá para as histórias um tom de verossimilhança, porque nossa vida é cheia de lutas e preconceitos dos quais nem sempre temos um final feliz.


Voltando ao livro em questão, acho perfeito o desenvolvimento dos personagens. Você consegue conhecer bem os três personagens principais (Aaron, Genevive e Thomas). Eu fiquei em duvida para quem eu torcia que o Aaron ficasse, pois Genevive é uma garota tão amável e meio doida que você não consegue não gostar; e Thomas é aquele garoto carinhoso que não deixa sua heterossexualidade lhe tornar um bruto sem sentimentos como normalmente vemos no mundo real e na história.

A tradução da Editora Rocco está muito boa trazendo uma linguagem muito acessível ao publico jovem (que é o alvo).

Falando da linguagem, se você não gosta de palavrões em livros, passe longe desse. Por se tratar de jovens no decorrer da narrativa aparece alguns. Apesar de ter gostado da capa nacional, eu preferiria que a Rocco tivesse optado por trazer a capa original, acho que ela traz um significado muito mais próximo do que o enredo trata: a busca pela felicidade. Sobre o título, apesar de fazer sentido, eu creio que se manter fiel ao original seria melhor, algo do tipo, Mais Feliz do que Triste.


Adam Silvera nasceu e cresceu no Bronx. Ele era livreiro antes de entrar no ramo editorial infantojuvenil, e já trabalhou em uma empresa de desenvolvimento literário, um website de escrita criativa para adolescentes e como crítico de romances infantojuvenis e de jovens adultos. Ele é alto, por nenhum motivo aparente, e mora na cidade de Nova York.



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